publicado por vincent | Quinta-feira, 08 Julho , 2010, 10:53

Esqueçam os dois posts abaixo, cometi o erro de principiante, fiz prognósticos, coisa que só o saudoso Zandinga e um tal cefalópede parecem saber fazer, eu como se viu, sou um Mick Jagger, errei em toda a linha, não só a eleger a Alemanha como a selecção do Mundial, como a antever o Jogo do Ano, coisas que parecem-me agora impossíveis de acontecer algum dia, caso esta Espanha esteja em campo.

A Espanha é a equipa mais defensiva do torneio e o maior anti climax do futebol moderno, adoptou um tipo de jogo que era típico do futebol salão e tornou-o ainda menos objectivo, aproxima-se mais da rabia que fazíamos no recreio, tira a bola à malta e entretêm-se a mostrar que a bola é deles numa sucessão de passes infernal colocando os adversários no lugar do gordo que corria de um lado para outro sem nunca conseguir tirar a bola, muitos tecem loas a este futebol que praticam, eu acho uma seca. A posse de bola que executam raramente é em progressão e o único objectivo que tem é de não a perder, fazem isso com mestria, tudo bem, mas fica-lhe a faltar o mais importante, os golos. Jogo como o de ontem, onde humilharam a "minha" Alemanha, tal foi o domínio exercido, se tivesse acontecido ao contrário havia goleada, mas eles não querem golear eles querem a bola.

Por isso uma palavra para o injustiçado Pedro, um dos poucos que ainda ousa arriscar naquele modelo de jogo (o outro é Villa), viveu um dilema entre os seus genes que lhe pediam para marcar e a pressão do jogo de equipa que clama para conservar a bola, ao ver que Torres ao seu lado fica indeciso, entre dar a marcar ou ficar com a bola, a equipa falou mais alto e começa a fintar para trás para encontrar Xavi(s) ou Iniesta para colocar a bola de novo no carrossel, resultado de tudo isto, perde a bola e é mais um 1-0 para história.

A Espanha com este tipo jogo está a destruir a criatividade individual, tornou-se uma "comprativa" do PREC. Jogadores como Vicente, Joaquim, Silva, Pedro vão ficar cada vez mais proscritos e perderão o seu espaço para médios cada vez mais parecidos. O futebol socialista mostra que pode ser imbatível, mas mostra também que o talento colectivo é sempre mais cinzento do que o individual.


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